Ecobarreira do Ribeirão dos Mottas é retirada para manutenção e volta mais preparada para os desafios do rio

Entregue à cidade em 19 de fevereiro de 2026, a Ecobarreira instalada no Ribeirão dos Mottas, ao lado da rodoviária de Guaratinguetá, passou por uma nova etapa de manutenção. No dia 23 de outubro, a estrutura flutuante foi retirada do curso d’água com o auxílio de caminhão equipado com guindaste hidráulico, para receber ajustes que vão torná-la ainda mais resistente e preparada para cumprir seu papel.

Fruto de um termo de fomento firmado entre a AGEA e o CREA-SP, o projeto foi desenvolvido em parceria com alunos da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG/UNESP), com participação do PET da Engenharia Mecânica. 

Desde a inauguração, a Ecobarreira vem interceptando e concentrando resíduos sólidos flutuantes que, sem ela, seguiriam rio abaixo. Os números do histórico de coletas mostram o trabalho realizado.

Entre 17 de abril e 2 de outubro de 2026, foram feitas 18 coletas, que retiraram do ribeirão 2.327 kg de resíduos, uma média de 129,3 kg por operação. A maior coleta, de 320 kg, ocorreu em 4 de setembro.

Os registros fotográficos permitem identificar, predominantemente, garrafas e recipientes plásticos, embalagens, copos, sacolas e fragmentos de materiais leves, além de galhos, madeira e outros detritos vegetais acumulados junto à estrutura. Essa concentração é evidência direta do funcionamento da Ecobarreira como sistema passivo de interceptação e agrupamento de resíduos, o que facilita sua posterior remoção.

Desde a instalação, o Ribeirão dos Mottas registrou aumento significativo no volume de chuvas e, com ele, a chegada de uma quantidade expressiva de resíduos. Esse cenário submeteu a estrutura a esforços maiores do que os previstos inicialmente. 

Ao longo desse período, a equipe responsável pelo desenvolvimento e pela construção, com o apoio da AGEA, realizou intervenções para corrigir pontos da estrutura e mantê-la firme em operação.

A retirada de outubro é a continuidade desse trabalho. Em um projeto inovador, que opera em um ambiente dinâmico como o de um rio urbano, observar o comportamento real da estrutura e aprimorá-la faz parte do processo de engenharia. 

A manutenção, portanto, não representa uma interrupção do projeto, mas o cuidado necessário para que ele cumpra seu papel a longo prazo.

Para a AGEA, os resultados mostram que a Ecobarreira cumpre a função para a qual foi concebida. A associação, por sua vez, cumpre a sua: acompanhar, manter e aperfeiçoar a estrutura, em conjunto com todos que participaram de sua construção, para garantir que ela continue a serviço da cidade.

A AGEA agradece ao CREA-SP, à FEG/UNESP, ao PET da Engenharia Mecânica e a todos os envolvidos pelo apoio e pelo compromisso com este projeto, que une engenharia, responsabilidade social e cuidado com o meio ambiente.